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No início era o verbo. Pobre, maltrapilho, maltratado em pretéritos imperfeitos. Pressuposto sem conjugação. De algum canto inaudito, surgiu a Bárbara – B, falando em morrer logo, para esquecer o sofrer de ontem. Me diz que é possível torná-los, os verbos, escravos. Que posso mordê-los, gastá-los, sujá-los e, ainda assim, ter prazer nas coisas que ficam.

Com ela vem Lúcia, tão impensável quanto, clariceando as sensações em tempos impensáveis e improváveis. Diz que a vida é um show, dividido em cenas, atos. Conta que são sete. Uma para cada dia da semana, deslizando, incongruentes ao longo do tempo. Posto que são, ultrapassam-se.

Eis que aparece outra lu – luciana, luci, ludibriando-se e brincando de soletrar sons, sonhos e sensações. Me conta que a beleza atrapalha, põe sentimentos que não tem. Sem. Querer. Sussura que ouve Beatles e que sente tudo assim, ao mesmo tempo, que não gosta de esperar e tem a pressa daqueles que querem tudo já.

Claro, há o Edgar e seu laico impropério. Cético, conta sobre sensações anônimas e vidas passadas. Cruzadas, cor de âmbar. Como a cor do que se vomita quando não se tem mais o que vomitar. Concebe o universo num big-bang inverso, explodindo internamente impressões que afloram e dilaceram. Cospe, escarra, expele e segue uma quase leveza amarela.

E há o eu. Alessandro. Des-escrevo impressões que colho nas sublimidades que absorvo. Por não saber ser meio vivo à margem. Recuso o que não quero, apenas vivo. Vivo o inesperado que me espera, sem limite. Intensamente esse segundo. E esse outro, de agora, também. Transmutando entre as coisas que sinto. E eu sinto muito.

Uma idéia que leva a outra. Um blog que leva a outro e depois a outro e mais outro. Idéias que, mimeticamente, trocamos, misturamos e aqui reunimos. Como se escrevêssemos todos juntos, mesmo separados. Na distância que a internet engoliu, nos textos que por aqui viverão e, talvez um dia, morrerão.

Não espere coesão, nem coerência. Cada um é aqui, em seu sentir, de maneira diferente. Assim como se você e eu imaginássemos algo. Imaginaríamos em formas diferentes, exatamente por sentirmos o mundo de formas distintas e extremamente pessoais. Ainda que sentíssemos tudo intensamente juntos.

Subo, enfim, o pano deste palco para o Clube dos Intensos.

Mordam, arranhem, pisem e, se possível, de vez em quando, afaguem.

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