“Restos dos quais se servia
porque não podia ter nada por inteiro.
Nada verdadeiro.”
E ainda assim se fazia: metade.
Foi ao outro lado do mundo e voltou, fragmento.
Depois de tudo ainda não sabia ser inteira.
Depois de tudo.
Me diz: como ser inteiro com o outro
quando não se sabe ser inteiro
nem consigo mesmo?

7 comentários
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setembro 22, 2009 às 6:02 pm
Alessandro Sachetti
não tem como, não há meios de ser inteiro com alguém quando não se é inteiro consigo mesmo.
muito bom isso que você escreveu e muito verdadeiro.
primeiro se é para depois se dividir, ou, no caso, se está dividida não tem o que dividir (compartilhar) com ninguém.
setembro 29, 2009 às 12:40 pm
leila saads
É a pergunta que me faço hoje mais que ontem. Um eterno oscilar de balança esse tal do inteiro, esse tal do outro…
Parabéns pelo blog, vou dar mais uma rodada por aqui.
Beijos!=*
novembro 3, 2009 às 4:56 pm
leila saads
Parece mais criatura vinda de dentro…
novembro 6, 2009 às 10:27 am
Lúcia Ramos
E como dói não se sentir inteiro.
novembro 27, 2009 às 11:33 am
leolemos
Perfeito.
janeiro 12, 2010 às 9:44 pm
insensata
Adorei o texto.
Lindo!
janeiro 15, 2010 às 11:23 pm
Erikah Azzevedo
sabe aquela coisa do sapato propé cansado.
A tsampa da panela.
O tijolinho que faltava na construção.
Muitas vezes só nos sentirmos inteiros a partir do exato momento que descobrimos ter nascido metade.
Comigo foi assim.
Adorando a tua forma intensa de escrever e de nos fazer te sentir.
Bjos
Erikah